Um cativar nutrido todos os dias

Atualizado: Jul 8

Eu demorei um tempo a significar o Voador na minha vida. Sua magia, o alcance do sonho, o propósito da jornada. Um laço tecido com transformação, entrega e confiança no amor que emerge daqui.


Sempre brincamos que o Voador tem uma coisa indecifrável. Que, quando cruzamos o portão, um portal se abre, e a gente é absorvido por essa coisa. Uma força que atravessa o corpo e conecta com a alma. Ela até poderia ser escrita com C maiúsculo.


Ele me cativa desde a primeira vez. Quando minhas irmãs Bianca e Thais me contaram sobre a ideia do Voador – em 2013, não lembro do mês, nem nome tinha – achei interessante, apesar de não ter entendido muita coisa, confesso. Elas falavam sobre temas ou desconhecidos ou que não faziam sentido para mim na época, como permacultura, educação e infância, déficit de natureza, cocriação e colaboração. Tudo era tão distante da minha vida. Eu, carreira corporativa, urbana, sem filhos... Mas o brilho nos olhos delas era tão maravilhoso que uma fagulha interna se acendeu – uma Coisa lá no fundo, sabe? – que eu soube que de alguma forma voaria junto.


Desde o início, o Voador me acolhe. Me abraça, me abastece e me conduz ao voo que posso alçar. Sou criadora e criatura ao mesmo tempo (penso que muito mais criatura até). Quando olho no retrovisor e reconheço minha transformação – que ainda está em curso, claro –, tenho plena certeza de que sou fruto desse lugar. Uma expressão melhor, mais inteira, mais presente.


Certamente, a desconstrução não é fácil – seguimos em curso –, afinal me despi de uma persona para me receber. Desapegar dos velhos hábitos, daquilo que acreditava me nutrir. Consumir fora para preencher dentro. Abrir mão de status, velhos padrões e crenças que limitavam vislumbrar novos caminhos. Há muitos cantos das sereias – são sedutores, trazem a ilusão da forma mais realista possível. Mas quando abrimos os olhos pela primeira vez, não tem volta. E não adianta brigar. É um movimento que é só ser e sentir – como o rio que corre para o mar.


Sou e estou presente. Aqui, é minha morada. Meu refúgio. Minha missão. Meu legado. Uma nova forma de viver que jamais imaginei viver. Que dirá capitanear. O tempo-espaço onde educo Olivia, minha filha, me educo e ancoro minha família – de sangue, de afeto, de amizade, espiritual. Tem um tanto de coisas que sigo não entendendo, mas mantenho meu coração aberto para a construção desse sonho. Aceito o fluxo. Entrego, confio, aceito e agradeço. Um voto de confiança para, assim, abrir as asas para acolher a todos que desejam viver o que criamos aqui.


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